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Médicos · São Paulo/SP

Marketing para clínicas médicas em São Paulo

Conteúdo alinhado à Resolução CFM 2.336/2023

Marketing para clínicas médicas em São Paulo funciona quando cada especialidade com agenda ociosa tem sua própria campanha, a recepção responde no WhatsApp em minutos com um roteiro, e um CRM mostra de onde veio cada paciente, se agendou e se compareceu. Pela Resolução CFM 2.336/2023, toda peça da clínica precisa trazer o nome do diretor técnico com o CRM.

Por Renan · Atualizado em · 5 min de leitura
Neste guia
  1. O cenário: muita clínica, muito convênio e muita falta
  2. O que a clínica pode e não pode anunciar
  3. Passo a passo para encher a agenda da clínica
  4. O funil da clínica: o que medir em cada etapa
  5. Quanto investir
  6. Erros que mais travam clínicas
  7. O que temos visto na prática
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O cenário: muita clínica, muito convênio e muita falta

Marketing para clínicas médicas é diferente do marketing de um consultório. Você não vende um médico, vende várias agendas, e cada uma enche num ritmo.

5,97 mimoradores da capital com plano médico, cerca de metade da populaçãoANS via Saúde AZ · 2026
7,6 milclínicas e centros de especialidade de saúde cadastrados na cidadeCNES/DATASUS · 2026
23%taxa média de faltas em consultas agendadas, na revisão de estudosDantas et al., Health Policy · 2018

O que isso quer dizer para o dono: metade da cidade tem convênio, então o mix entre particular e plano pesa no faturamento. Só de clínicas e centros de especialidade de saúde, de todas as áreas, são mais de 7 mil, fora quase 18 mil consultórios isolados no mesmo cadastro. E de cada quatro pacientes agendados, quase um pode não aparecer. Trazer o contato é só metade do trabalho. A outra metade acontece na recepção.

O que a clínica pode e não pode anunciar

Na clínica, quem responde pela publicidade no CFM é o diretor técnico-médico (Resolução CFM 2.336/2023, art. 3º, II). Vale combinar com ele o que vai ao ar antes de subir a campanha.

PodeNão pode
Informar valor da consulta particular e formas de pagamento (art. 9º, VI)Anunciar consulta gratuita no consultório privado (art. 11, §4º, “c”)
Listar os convênios aceitos (art. 9º, V)Prometer ou insinuar bons resultados (art. 11, XII)
Fazer campanha de desconto, sem venda casada nem prêmio (art. 9º, VIII)Anunciar médico não especialista como quem trata órgão ou doença específica (art. 11, I)
Divulgar as especialidades com o RQE de quem atende (art. 4º, II)Subir peça sem nome da clínica, registro no CRM e diretor técnico com CRM (art. 5º)

O art. 5º vale para todo material, físico e virtual. No Instagram e no site, esses dados ficam na página principal do perfil (art. 6º). O WhatsApp da clínica conta como rede própria (art. 8º, §1º).

Este guia é sobre marketing, não é parecer jurídico.

Passo a passo para encher a agenda da clínica

O básico de Google, perfil e anúncio está no nosso guia de marketing médico em São Paulo. Aqui o foco é o que muda quando são vários médicos sob o mesmo teto.

  1. Olhe a ocupação antes de anunciar. Puxe a taxa de ocupação de cada especialidade nas últimas quatro semanas. Anúncio vai primeiro para quem tem horário sobrando, não para quem já tem fila.
  2. Uma campanha por especialidade. Ortopedia e clínica geral têm buscas, valor de consulta e custo por contato diferentes. Misturar tudo esconde qual especialidade dá lucro e qual só gasta.
  3. Separe particular e convênio. Quem procura “aceita meu plano” se comporta diferente de quem paga a consulta. Use anúncios e mensagens próprias para cada um, e deixe claro na primeira resposta quais planos a clínica atende.
  4. Dê um roteiro à central do WhatsApp. Cumprimentar, perguntar especialidade, convênio ou particular e região, e já oferecer dois horários. Defina uma meta de tempo de resposta, em minutos, e acompanhe por atendente.
  5. Registre tudo num CRM. Cada contato entra com a origem (anúncio, Google, indicação, Instagram) e anda por etapas: respondeu, agendou, confirmou, compareceu. Planilha solta e celular pessoal da recepcionista perdem paciente.
  6. Confirme toda consulta. Mensagem um ou dois dias antes e ligação para quem não respondeu. Quem não confirma libera o horário para a lista de espera.

Sobre o último passo: o estudo do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP) cita uma pesquisa americana em que a falta caiu de 23,1% sem lembrete para 13,6% com ligação feita por alguém da equipe. Mensagem automática ajuda. Uma pessoa ligando ajuda mais.

O funil da clínica: o que medir em cada etapa

EtapaO que medirOnde costuma travar
ContatoContatos por especialidade e por origemCampanha única para a clínica inteira
RespostaTempo da primeira resposta no WhatsAppRecepção atendendo balcão e telefone ao mesmo tempo
Agendamento% de contatos que viram consulta marcadaFalta de roteiro, não oferecer horário
Confirmação% de agendados que confirmamLembrete só automático, ou nenhum
Comparecimento% de agendados que vieram, por especialidadeHorário de quem faltou sem reposição
RetornoValor por paciente, particular e convênioNão saber quanto cada origem fatura

Com esses números, a pergunta deixa de ser “o anúncio funciona?” e vira “qual especialidade e qual origem trazem paciente que aparece e paga”.

Quanto investir

ItemReferênciaObservação
Verba mínimaR$ 1.200 por mês em anúncioMínimo que a Vortan recomenda. Com várias especialidades, comece pelas de agenda mais vazia
AprendizadoCerca de 1 semanaEvite mexer em tudo nesse período
Novos agendamentosMédia de 3 por semanaReferência da operação da Vortan em clientes médicos, não promessa. Depende do atendimento no WhatsApp e do valor da consulta

Erros que mais travam clínicas

  • Anunciar a clínica, não a especialidade. Ninguém pesquisa o nome da clínica que ainda não conhece.
  • WhatsApp sem dono. Cinco pessoas respondendo no mesmo número, sem roteiro e sem registro, é contato esquecido.
  • Medir só agendamento. Agenda cheia com 20% de falta não paga a conta. O número final é comparecimento.
  • Esquecer o diretor técnico na peça. É exigência do art. 5º e o primeiro ponto que uma denúncia vai olhar.
  • Tratar convênio e particular igual. São públicos, mensagens e margens diferentes.

O que temos visto na prática

A Vortan já atendeu cirurgiões vasculares, clínicos gerais, médicos da dor, ortopedistas e outras especialidades, com nomes mantidos em sigilo. Em clínica com várias agendas, o padrão é o mesmo do consultório: o que faz a média de agendamentos subir ou cair é a recepção. Equipe com roteiro, meta de tempo de resposta e CRM atualizado converte mais o mesmo contato. Sem isso, aumentar a verba só aumenta a fila de mensagens sem resposta.

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Perguntas frequentes

Quem responde pela publicidade da clínica no CFM?

O diretor técnico-médico. A Resolução CFM 2.336/2023 diz que ele responde pela divulgação dos estabelecimentos (art. 3º, II), e toda peça da clínica precisa trazer o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o nome do diretor técnico com o número do CRM (art. 5º).

A clínica pode anunciar os convênios que aceita e o valor da consulta particular?

Pode. A resolução permite informar valores de consultas e formas de pagamento (art. 9º, VI) e listar os planos e seguros aceitos (art. 9º, V). Anunciar consulta gratuita no consultório privado é vedado (art. 11, §4º, "c").

Vale fazer uma campanha só para a clínica ou uma por especialidade?

Uma por especialidade. O paciente pesquisa a especialidade ou o sintoma, não o nome da clínica, e cada especialidade tem agenda, ticket e custo por contato diferentes. Comece pelas que têm mais horário vago.

Quanto a clínica precisa investir em anúncio?

Na experiência da Vortan, o mínimo que faz sentido é R$ 1.200 por mês em anúncio. A campanha passa cerca de uma semana em aprendizado antes de estabilizar.

Como reduzir as faltas dos pacientes?

Confirmando a consulta antes do dia, de preferência com uma pessoa da recepção e não só com mensagem automática, e liberando o horário de quem não confirma para a lista de espera.

Fontes

  1. Resolução CFM nº 2.336/2023 (texto integral)
  2. CNES/DATASUS: estabelecimentos por tipo no município de São Paulo
  3. Saúde AZ: cobertura de plano de saúde nas cidades de SP, com dados da ANS (3º trimestre de 2026)
  4. Dantas et al. No-shows in appointment scheduling: a systematic literature review. Health Policy, 2018
  5. Mazza et al. Fatores do absenteísmo em primeira consulta num ambulatório de oncologia. Medicina (Ribeirão Preto), 2019

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