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Médicos · São Paulo/SP

Google Ads para médicos em São Paulo: guia prático

Conteúdo alinhado à Resolução CFM 2.336/2023

Google Ads para médicos funciona melhor com uma campanha de pesquisa por especialidade, palavras que o paciente usa (sintoma, especialidade + bairro, "perto de mim"), raio curto em volta do consultório e anúncio com CRM e RQE, sem promessa e sem consulta grátis. O que se mede é agendamento, não clique.

Por Renan · Atualizado em · 5 min de leitura
Neste guia
  1. O cenário: o paciente procura no Google, pelo celular e fora do horário
  2. Duas regras: a do Google e a do CFM
  3. Como montar a campanha
  4. Passo a passo no Google Ads
  5. Quanto investir
  6. Erros comuns no Google Ads de consultório
  7. O que temos visto na prática
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O cenário: o paciente procura no Google, pelo celular e fora do horário

Google Ads para médicos dá certo porque pega o paciente no momento em que ele digita o que sente ou a especialidade que precisa.

47%dos brasileiros usam o Google para pesquisar sobre saúdeDatafolha, citado pela Doctoralia · 2022
84%dos pacientes usam o celular como principal meio na plataformaDoctoralia, Perfil do Paciente Digital · 2025
33%dos agendamentos feitos fora das 9h às 18hDoctoralia, Perfil do Paciente Digital · 2025

Três consequências diretas para a campanha. O anúncio precisa caber numa tela de celular e ter botão de ligar ou chamar no WhatsApp. O horário do anúncio não pode seguir só o expediente da recepção. E quem pesquisa já tem intenção: o trabalho é aparecer para a busca certa, no bairro certo. Para a estratégia completa do consultório, veja o guia de marketing médico em São Paulo. Aqui o assunto é só o Google Ads.

Duas regras: a do Google e a do CFM

O Google aceita anúncio de consultório. A política de Saúde e medicamentos não lista certificação específica para consultório presencial no Brasil, mas proíbe anunciar tratamentos especulativos ou experimentais e medicamento controlado. Telemedicina pode exigir certificação em alguns países, então confira antes de anunciar teleconsulta.

Outro ponto pesa no desenho da campanha: saúde é categoria sensível na política de publicidade personalizada do Google. Isso bloqueia remarketing e listas de público montadas pelo anunciante. A campanha vive da rede de pesquisa.

No texto do anúncio, vale a Resolução CFM 2.336/2023:

Pode no anúncioNão pode no anúncio
Nome, CRM com a palavra MÉDICO e especialidade com RQE (art. 4º)Citar especialidade sem RQE registrado no CRM
Valor da consulta e formas de pagamento (art. 9º, VI)“Consulta grátis” ou “avaliação gratuita” no consultório (art. 11, §4º, “c”)
Desconto em campanha, sem venda casada (art. 9º, VIII)“Resultado garantido”, “fim da dor em X dias” (art. 11, XII)
Comprar anúncio pago (art. 13, II)Dizer que um aparelho ou técnica tem capacidade privilegiada (art. 11, II e IX)

Este guia é sobre marketing, não é parecer jurídico nem médico.

Como montar a campanha

A estrutura que costuma funcionar é uma campanha por especialidade e, dentro dela, grupos de anúncio por tipo de busca. Cada grupo tem anúncio e página próprios.

Grupo de anúncioPalavras boasPalavras ruins (negativar)
Especialidade + bairro“ortopedista Pinheiros”, “cirurgião vascular Tatuap锓concurso”, “salário”, “vaga”, “residência”
Perto de mim“angiologista perto de mim”, “clínico geral perto de mim”“SUS”, “UBS”, “pronto-socorro”
Sintoma“dor no joelho ao subir escada”, “varizes nas pernas tratamento”“remédio caseiro”, “chá”, “o que é”
Convênio (se atende)“ortopedista que aceita convênio”, “clínico geral convênio Mooca”“grátis”, “gratuito”, “telefone do plano”

Palavras de sintoma trazem gente ainda pesquisando. Teste com verba menor e veja se vira agendamento antes de crescer. Bairro não é só o do consultório: inclua os vizinhos de onde o paciente realmente vem.

Passo a passo no Google Ads

  1. Só rede de pesquisa no começo. Desligue a rede de display e os parceiros de pesquisa na criação. Display mostra banner para quem não está procurando médico, e sem remarketing rende pouco para consultório.
  2. Raio, não a cidade. Segmente um raio em volta do consultório e escolha “presença” (quem está ou costuma estar no local). Em São Paulo, poucos quilômetros já cobrem centenas de milhares de pessoas.
  3. Horário com cabeça. Rode à noite e no fim de semana também, já que um terço dos agendamentos sai fora do expediente. Se ninguém atende ligação nesse horário, desligue só o recurso de chamada e deixe o WhatsApp.
  4. Extensões de local e de chamada. Vincule o Perfil da Empresa no Google para mostrar endereço e distância. Ative o recurso de chamada no horário da recepção. Use sitelinks para convênios e especialidades.
  5. Lista de negativas desde o primeiro dia. Comece com termos de emprego, estudo, SUS e “grátis”. Revise o relatório de termos de pesquisa toda semana na fase de aprendizado, que dura cerca de 7 dias.
  6. Texto sóbrio e completo. Nome, CRM, RQE, bairro e o que o paciente ganha em informação: convênios aceitos, horários, valor se quiser. Nada de superlativo.
  7. Meça agendamento. Configure conversão de ligação e de clique no WhatsApp. Depois, marque na agenda quem veio do Google e se compareceu. Clique barato que não agenda é verba perdida.

Quanto investir

ItemReferênciaObservação
Verba mensalA partir de R$ 1.200Mínimo que a Vortan recomenda para uma especialidade
AprendizadoCerca de 1 semanaEvite mexer muito nesse período
AgendamentosMédia de 3 novos por semanaReferência da operação da Vortan, não promessa. Depende do atendimento no WhatsApp e do valor da consulta

Erros comuns no Google Ads de consultório

  • Deixar a campanha no padrão do Google. Display e parceiros ligados, cidade inteira, palavras amplas: o dinheiro vai embora em uma semana.
  • Anúncio que promete. Além de vedado pelo CFM, pode gerar denúncia ao CRM e atrai paciente com expectativa errada.
  • Não negativar. “Ortopedista” sozinho traz estudante, vaga de emprego e quem procura pronto-socorro.
  • Medir clique. O painel do Google mostra cliques; quem paga a conta é o agendamento.

O que temos visto na prática

Nas contas de cirurgiões vasculares, clínicos gerais, médicos da dor e ortopedistas que a Vortan atende, a campanha de pesquisa por especialidade e raio curto é a base. Com verba a partir de R$ 1.200 e cerca de uma semana de aprendizado, a média tem sido de 3 novos agendamentos por semana. O que mais muda esse número é a recepção: resposta rápida no WhatsApp e horário oferecido na hora. Os nomes ficam de fora por confidencialidade.

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Perguntas frequentes

Médico pode anunciar no Google Ads?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 permite comprar espaço em veículos de comunicação para fazer publicidade (art. 13, II). O Google também aceita anúncio de consultório, desde que siga a política de Saúde e medicamentos, que proíbe, por exemplo, tratamentos especulativos ou experimentais.

Posso fazer remarketing para quem visitou o site do consultório?

Na prática, não. A política de publicidade personalizada do Google coloca saúde como categoria sensível e não deixa usar segmentos dos seus dados, o antigo remarketing, nesses anúncios. Por isso, o foco fica na rede de pesquisa.

O que precisa aparecer no texto do anúncio?

Nome, número do CRM acompanhado da palavra MÉDICO e, se você citar especialidade, o número do RQE (art. 4º da Resolução CFM 2.336/2023). Como o anúncio de texto é curto, deixe esses dados visíveis na página de destino e use o espaço do anúncio para o que for possível.

Posso colocar o valor da consulta no anúncio?

Pode. O art. 9º, VI, permite informar valores de consultas e formas de pagamento. O que não pode é anunciar consulta gratuita no consultório particular (art. 11, §4º, "c").

Quanto investir e quando aparecem os primeiros pacientes?

A Vortan recomenda a partir de R$ 1.200 por mês em anúncio. A campanha passa cerca de uma semana em aprendizado antes de estabilizar.

Fontes

  1. Resolução CFM nº 2.336/2023 (texto integral)
  2. Google Ads: política de Saúde e medicamentos
  3. Google Ads: política de publicidade personalizada
  4. Doctoralia: Perfil do Paciente Digital 2025

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